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Vítima do ataque em Orlando registrou início dos disparos no Snapchat

13 de junho de 2016

/ by visao surubim
A última sequência de vídeos que Amanda Alvear, de 25 anos, publicou no aplicativo Snapchat começa com imagens de seus amigos na pista de dança da boate Pulse, em Orlando, e termina com disparos de armas de fogo encobrindo a música. Os vídeos foram compartilhados pelo irmão de Amanda, Brian Alvear, nas redes sociais.Uma das vítimas do massacre da boate Pulse, Amanda Alvear, gravou um vídeo no app Snapchat no momento do tiroteio

UMA DAS VÍTIMAS DO MASSACRE DA BOATE PULSE, AMANDA ALVEAR, GRAVOU UM VÍDEO NO APP SNAPCHAT NO MOMENTO DO TIROTEIO                                                                                                   A jovem foi identificada pela polícia nesta segunda-feira como uma das 49 pessoas mortas pelo atirador Omar Mateen, no pior ataque a tiros da história dos Estados Unidos.

Uma amiga de Amanda, Mercedez Flores, de 26 anos, é outra das 48 vítimas fatais já identificadas. Em homenagem às garotas, a irmã de Amanda, Ashley Velez, postou uma foto da dupla com a legenda "duas almas lindas foram levadas cedo demais. Minha irmã Amanda e sua melhor amiga, Mercedez Flores. Vocês vão fazer falta, meninas." Homenagens às vítimas do massacre inundaram as redes sociais nesta segunda-feira à medida que as autoridades confirmavam seus nomes. A escritora britânica J.K. Rowling, autora da série de livros Harry Potter, expressou sua tristeza pelo atentado no Twitter e mencionou a vítima Luis Vielma, que trabalhava na atração dedicada à saga do parque de diversões Universal. "Ele tinha 22 anos. Não consigo parar de chorar. #Orlando", escreveu Rowling.

Veja as imagens registradas por Amanda:

(Com Reuters)                                                                                                             

FBI diz que atirador de Orlando alegou ter ligações com EI, Al Qaeda e Hezbollah

Omar Mateen já havia sido alvo de investigações do FBI em 2013 e 2014 e foi entrevistado três vezes pela polícia americana, que não encontrou ligações suas com terrorismoOmar Mateen, responsável pelo massacre na boate Pulse, em Orlando, Flórida (EUA). O atirador morreu durante tiroteioOmar Mateen, responsável pelo massacre na boate Pulse, em Orlando, Flórida (EUA). O atirador morreu durante tiroteio(MySpace/Reprodução)                   O diretor do FBI, James Comey, afirmou nesta segunda-feira que o atirador responsável pelo ataque na boate Pulse, em Orlando, já mencionou ter laços com a Al Qaeda, o Hezbollah e o Estado Islâmico (EI), nos últimos três anos. Desde 2013, o atirador Omar Mateen vinha sendo investigado pelo FBI por seus comentários extremistas. "Nós tomamos conhecimento dele em 2013, quando estava trabalhando como segurança em um tribunal local", disse Comey. "Ele fez declarações inflamadas e contraditórias sobre terrorismo, o que levantou preocupações de seus colegas, e alegou conexões de sua família com a Al Qaeda", detalhou.

Na época, o FBI iniciou uma investigação sobre Mateen, que durou 10 meses e não encontrou ligações sólidas dele com terroristas. O FBI procurou Mateen novamente em 2014, quando estava investigando um homem na Flórida que havia explodido a si mesmo em nome da milícia jihadista Jabhat Al Nusra, que opera na Síria e é ligada à Al Qaeda. O homem-bomba, Moner Abusalha, frequentava a mesma mesquita do atirador de Orlando, mas nenhum laço mais relevante entre os dois foi confirmado. 

 Segundo Comey, Mateen havia feito outros comentários no passado dizendo que era membro do Hezbollah, "um grupo terrorista xiita que, ideologicamente, se opõe a Al Qaeda, organização extremista sunita". A polícia de Orlando, que esteve em contato com o atirador durante o ataque, também afirmou que seus comentários foram confusos. Durante a ligação, ele jurou lealdade ao EI e também mencionou os responsáveis pelo atentado na maratona de Boston, que foram inspirados pela Al Qaeda, e Abusalha, que agiu nome da Al Nusra. De acordo com Comey, a Al Nusra e o EI são inimigos na Síria.
O mentor dos ataques de Paris de novembro, Abdelhamid Abaaoud, instruiu simpatizantes do EI a manter reféns durante os ataques para exigir concessões da polícia, exatamente como Mateen fez durante sua ação na boate Pulse. Especialistas ouvidos pelo site Business Insider afirmam que o ato de jurar lealdade a um grupo extremista antes de realizar um ataque terrorista é um "código de conduta" que não requer um conhecimento sofisticado da ideologia jihadista. Maria Abi-Habib, especialista em Oriente Médio que escreve no The Wall Street Journal, afirmou que a "ideologia básica do EI" está disponível para todos na internet. E acrescenta: "O sucesso do EI é que eles são como o McDonald's da jihad - acessível a todos".
Mateen era cidadão americano, nascido em 1986 em Nova York e filho de dois imigrantes afegãos. Segundo um representante do FBI, ele estava "organizado e bem preparado" para o ataque, alugando um carro para dirigir de sua cidade, Fort Pierce, até Orlando e armado com um revólver e um rifle AR-15, que comprou dias antes de forma legal.
(Da redação)

Obama: Caso de Orlando foi “extremismo doméstico” motivado por propaganda on-line

O presidente afirmou que não há evidências de que o atirador tenha sido diretamente orientado por grupos extremistasO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realiza pronunciamento na Casa Branca, para falar sobre o massacre na boate Pulse, em Orlando, Flórida - 12/06/2016O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realiza pronunciamento na Casa Branca, para falar sobre o massacre na boate Pulse, em Orlando, Flórida - 12/06/2016(Alex Wong/AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou nesta segunda-feira que não há evidências claras de que o atirador do massacre de domingo em Orlando, na Flórida, tenha sido diretamente orientado por uma rede terrorista. Obama acredita que Omar Mateen se inspirou no extremismo disseminado na internet para cometer o ataque.
"Neste estágio não vemos evidências claras de que ele foi parte de um plano maior", disse o presidente a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca. O diretor do FBI, James Comey, também afirmou nesta segunda-feira que "há fortes indicações de radicalização do assassino", ao menos por meio da internet, porém, não existe uma conexão evidente com qualquer organização estrangeira.
Omar Mateen abriu fogo em uma boate gay na madrugada de sábado para domingo, matando 49 pessoas e deixando 53 feridos. Antes e durante o ataque, o atirador ligou três vezes para a polícia e jurou lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI). Segundo Comey, seus comentários foram contraditórios e ele também afirmou ter ligação com outras organizações extremistas, o que não foi confirmado pela investigação. Mateen era cidadão americano de origem afegã e usou armas compradas legalmente nos Estados Unidos.                                                                                                                                 Para o presidente Obama, a reflexão sobre o ocorrido não deve se restringir à questão de venda de armas, nem apenas ao fator do extremismo islâmico, perpetuado por grupos como o EI. "Nós precisamos ir atrás destas organizações terroristas e confrontá-las, mas também devemos fazer com que não seja fácil para quem decide ferir alguém neste país obter armas", comentou.                                                                                                                             

Pai de atirador de Orlando diz que 'cabe a Deus punir os homossexuais'

Seddique Mateen é uma pequena celebridade entre os afegãos que moram nos EUA. Ele apresenta um programa de TV na internet e já defendeu o grupo terrorista TalibãSeddique Mateen, pai do atirador da boate Pulse em OrlandoSeddique Mateen, pai do atirador da boate Pulse em Orlando (Reprodução/Facebook)

O pai do autor da chacina na boate gay de Orlando expressou sua tristeza pelo fato de seu filho ter realizado o ataque afirmando que "cabe a Deus punir os homossexuais". Em um vídeo publicado no Facebook, Seddique Mateen afirma estar de luto pelo massacre que deixou 49 mortos na boate Pulse, mas definiu seu filho de 29 anos, Omar Mateen, como "um homem bom e educado".
"Que Deus guie a juventude e permita a ela seguir o verdadeiro Islã", acrescenta Seddique Mateen, usando terno escuro e falando em idioma dari, um dos dois oficiais do Afeganistão, diante de uma bandeira afegã. Ele afirma estar se dirigindo "ao bom povo do Afeganistão e a todos meus compatriotas" com o objetivo de anunciar a morte de seu filho. Seddique Mateen expressa também seu espanto por seu filho ter realizado a chacina durante o mês muçulmano sagrado do Ramadã. "Meu filho Omar Mateen era uma pessoa muito boa. Era casado e pai de um menino. Respeitava sua família. Não sabia que tinha este ódio no coração".
                     

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