sexta-feira, 28 de agosto de 2020

A Petrobras anunciou reajuste de 5% no gás de cozinha, o sexto consecutivo, a partir desta sexta

 Segundo o site https://www.osul.com.brA partir desta sexta-feira (28), os preços do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo),  mais vendido em botijões de 13 quilos para consumo residencial, estarão 5% em média mais caros nas refinarias da Petrobras. Este é o sexto aumento de preços consecutivo desde maio.No último dia 13, o combustível teve um reajuste médio também de 5%. No início do ano, em função da forte queda dos preços do petróleo na época, a Petrobras realizou cinco reduções no GLP.

Com o reajuste anunciado hoje o produto acumula uma alta média no ano de 5,77%. Além da disparada na cotação do dólar, que impacta nos preços da Petrobras no mercado internacional, os valores do GLP estão em alta, de acordo com executivos do setor, especialmente nos Estados Unidos.

De acordo com esses executivos, a tendência de alta nos preços do GLP no mercado internacional vai continuar em setembro. A temporada de furacões nos Estados Unidos também estaria refletindo nos preços dos combustíveis. É bom lembrar que esse reajuste é válido também para o GLP consumido  pelo comércio e indústria.

Mercado de combustíveis

A Petrobras deu mais um passo na quarta (26), em sua estratégia de concentrar seus negócios na exploração e produção e petróleo e gás e em cinco refinarias do Sudeste. Os gestores da empresa decidiram vender os 37,5% ainda detidos pela estatal na BR Distribuidora. A data e a que preço as ações vão ser oferecidas ainda não foram definidas. Mas, previamente, especialistas reagiram mal à notícia.

A saída do segmento brasileiro de distribuição de combustíveis, o sétimo maior mercado do mundo, está na contramão de concorrentes estrangeiras, que, nos últimos anos, compraram redes de postos de gasolina no País.

As ações preferenciais da companhia iniciaram o pregão desta quinta-feira (27), em alta de 0,45%, enquanto as ordinárias avançavam 0,26%. Mas por volta das 15h, estavam próximas da estabilidade, com leves quedas. A ação da própria BR Distribuidora caía mais de 3%.

A privatização da BR aconteceu em 2019, com a venda do controle pela estatal. O que vai ocorrer em seguida será a alienação da participação remanescente da companhia petrolífera. Os postos de gasolina ainda vão ostentar a marca Petrobras, mas por mera definição contratual. A BR paga a estatal por isso.

Esse não é o único movimento da petrolífera para sair do mercado de combustíveis no Brasil. Ela também pôs à venda oito das 13 refinarias que possui e quer manter cinco unidades em São Paulo e no Rio de Janeiro. A primeira privatização deve ser a da Rlam, na Bahia, que está sendo diretamente negociada com o Mubadala, fundo soberano dos Emirados Árabes.

“Acho um erro. Ainda que o foco da empresa seja a exploração e produção no pré-sal, o domínio do mercado doméstico de combustíveis é muito importante para a valorização da Petrobras. Na situação atual, ela consegue utilizar a BR com essa finalidade, mesmo sem o controle acionário. A venda de toda sua participação coloca em risco essa possibilidade”, disse Luciano Losekann, especialista em Petróleo e Gás Natural e professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Ele argumenta que o mercado doméstico de combustíveis, de maior valor agregado do que o petróleo cru, é relevante para as petrolíferas, porque exportações são mais custosas e competitivas. “É importante para a Petrobras assegurar que parcela relevante da sua produção conte com a ‘proteção’ do mercado doméstico. Essa lógica integrada é muito usada em empresas de petróleo”, afirmou.

A BR responde atualmente por 10% das vendas totais da Petrobras no primeiro semestre deste ano, como informou no documento 20-F enviado às Bolsas estrangeiras.

Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), o mercado brasileiro de derivados de petróleo é de aproximadamente 2 milhões de barris por dia, o sétimo maior do mundo, abaixo apenas dos Estados Unidos, China, Índia, Japão, Arábia Saudita e Rússia.

De olho nisso, nos últimos anos, petrolíferas estrangeiras de grande porte adquiriram distribuidoras no Brasil e analisam a possibilidade de ingressar no refino. A francesa Total comprou a Zema, de Minas Gerais, e a Petrochina, a TTWork, em Pernambuco. A anglo-holandesa Shell, por meio da Raízen, está entre as maiores distribuidoras do País, ao lado da BR e da Ipiranga


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