quarta-feira, 17 de junho de 2020

Adolescente morre por raiva humana no Rio após ser mordido por morcego

Segundo o site https://bhaz.com.brO primeiro caso de morte por raiva humana no Estado do Rio de Janeiro desde 2006 fez a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) emitir um alerta a todos os municípios fluminenses, nessa terça-feira (16). A vítima, um adolescente de 13 anos, morreu em março após ser mordida por um morcego.          raiva mordida morcegoDe acordo com o G1, o jovem contraiu a doença em Angra dos Reis, no Sul do Rio de Janeiro, e morreu em uma unidade de saúde na capital do Estado. A SES-RJ informou que não houve notificação de outros casos parecidos após a morte do adolescente.                    Leia mais: Caixa credita hoje e amanhã primeira parcela de auxílio emergencial
Ainda segundo a publicação, o alerta só foi emitido nessa terça-feira devido a uma demora no processo de checagem oficial do caso, por causa da pandemia de Covid-19. 

Mordida de morcego

De acordo com a SES-RJ, o adolescente foi mordido por um morcego no fim de janeiro e não compareceu à unidade de saúde para tomar as doses recomendadas da antirrábica. Os primeiros sintomas apareceram em 22 de fevereiro.
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O jovem foi internado no dia 7 de março e, cinco dias depois, foi transferido para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital na capital fluminense, já com suspeita de raiva. Ainda segundo o G1, ele morreu no dia 30 de março, dez dias depois da confirmação da doença.
O último caso registrado de raiva humana no Rio de Janeiro foi em São José do Vale do Rio Preto, há 14 anos. Na capital, onde o menino morreu, o caso mais recente foi em 1986.

Alerta

A SES-RJ informou ao portal que os municípios do Estado foram informados sobre protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para evitar casos de raiva humana no Estado. 
Um alerta foi feito em reunião com 92 secretarias do Estado na última quarta-feira (10) e, segundo a secretaria, “há indicativo do Ministério da Saúde que haverá envio de vacina antirrábica animal para realização da campanha até novembro”.

Quais são os sintomas da raiva?

A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%. É causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae.
De acordo com o Ministério da Saúde, após o período de incubação, surgem os sinais e sintomas clínicos inespecíficos (pródromos) da raiva, que duram em média de 2 a 10 dias. Nesse período, o paciente apresenta:
  • mal-estar geral;
  • pequeno aumento de temperatura;
  • anorexia;
  • cefaleia;
  • náuseas;
  • dor de garganta;
  • entorpecimento;
  • irritabilidade;
  • inquietude;
  • sensação de angústia.
Podem ocorrer linfoadenopatia, hiperestesia e parestesia no trajeto de nervos periféricos, próximos ao local da mordedura, e alterações de comportamento.

Como a raiva é transmitida?

A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais.
O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças. O período de incubação está relacionado à localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de contato com a saliva do animal infectado; da proximidade da porta de entrada com o cérebro e troncos nervosos; concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral.
Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). A morte do animal acontece, em média, entre 5 e 7 dias após a apresentação dos sintomas.
Não se sabe ao certo qual o período de transmissibilidade do vírus em animais silvestres. Entretanto, sabe-se que os quirópteros (morcegos) podem albergar o vírus por longo período, sem sintomatologia aparente.   

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