sexta-feira, 29 de maio de 2020

Operação apreende carros de luxo avaliados em R$ 5 milhões usados em 'rachas'

Segundo o site https://odia.ig.com.brUm Porsche que custa R$ 2 milhões foi encontrado em uma concessionária de veículos na Barra da Tijuca; modelo é um dos nove existentes no país                                                          Carros apreendidos foram levados para a Cidade da Polícia Rio - As polícias Civil e Rodoviária Federal (PRF) fazem, desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira, a Operação Party is Over (em tradição livre, A Festa Acabou) contra um grupo que pratica "rachas" em rodovias do estado. São 24 mandados de busca e apreensão - 23 para apreender carros de luxo, importados e com motores potentes, avaliados em cerca de R$ 5 milhões, e outro contra o cinegrafista do grupo.
Até o momento, 22 carros foram apreendidos e um deles ainda é procurado. Na parta da frente de pelo menos seis deles, que foram enviados para a Cidade da Polícia, no Jacaré, havia adesivos com a palavra Bravus.Além das apreensões, duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma, dentre elas o empresário Fábio Dutra Souza. De acordo com a PRF, o dono de um dos armamentos apresentou registro, mas ele tinha adulteração, caracterizando ilegalidade.
Um dos automóveis apreendido é um Porsche Carrera 911 GT RS3, avaliado em cerca de R$ 2 milhões. No Brasil, existem apenas nove modelos iguais a ele.
O veículo pertence a Fábio, dono de uma concessionária de veículos na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O empresário já havia sido preso pela Polícia Federal, em 2011, por suspeita de participação em uma quadrilha de contraventores e mafiosos israelenses.
Na ocasião, ele foi investigado por fazer parte de um grupo responsável por contrabando de pedras preciosas e importação de carros de luxo usados, prática proibida pela legislação brasileira, além de sonegação fiscal. 
Outro empresário alvo da ação de hoje é morador do Flamengo, na Zona Sul, e dono de uma loja de automóveis. Ele é apontado como encarregado de fazer modificações nos carros, agindo para prepará-los para os rachas e possui canais na Internet para divulgação das corridas.
Ainda segundo a PRF, os "pegas" em via pública colocam em risco a vida de inocentes. Os motoristas dirigem em alta velocidade, com exibição de manobras arriscadas, de forma irresponsável e desrespeitando a segurança dos demais usuários. Os participantes ainda filmam e publicam o material em canais de mídias sociais na Internet.
Os mandados da operação estão sendo cumpridos nos seguintes locais:
ZONA OESTE: Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Campo Grande
ZANA SUL: Copacabana, Leblon, Jardim Botânico, Botafogo e Flamengo
ZONA NORTE: , Ilha do Governador, Benfica e Alto da Boa Vista
BAIXADA: Duque de Caxias
REGIÃO SERRANA: Miguel Pereira
ACIDENTE NA RIO-JUIZ DE FORA

As investigações para a operação começaram na 106ª DP (Itaipava), há cerca de um mês, após uma competição automobilística não autorizada envolvendo 26 carros na Rodovia Washington Luís (BR-040), entre Petrópolis e Itaipava, na Região Serrana, no dia 26 de abril.
Na ocasião, um dos envolvidos capotou com um BMW X1, quando dirigia em alta velocidade na altura do km 51 da Rio-Juiz de Fora. Após o acidente, ele fugiu do local por não ter habilitação, além de ter pedido a remoção do carro da via antes da chegada da perícia, alterando a cena do acidente.
Segundo o delegado João Valentim, titular da 106ª DP, o grupo teria se encontrado às 9h da manhã do dia da competição, em um posto de gasolina na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul da capital, e seguido em comboio até o distrito de Itaipava, em Petrópolis. O racha começou ainda durante o trajeto, na Serra, com realização de manobras perigosas.
"Foram solicitadas imagens de monitoramento de diversos pontos da BR, desde o município do Rio, da Zona Sul, da Lagoa Rodrigo de Freitas, até o local do acidente. A partir de então, nós identificamos, com o auxílio da Polícia Rodoviária Federal, que esse veículo que se acidentou praticava o racha com outros 25 veículos", destaca o delegado.                                              Com base em ações de inteligência, diligências e análise de mais de 16 horas de filmagens, foi possível identificar o autor do capotamento e todos os veículos envolvidos na disputa.
"Eles respondem pelos crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro que é a prática competição automobilística não autorizada, associação criminosa, já que sabe-se que eles praticam racha de modo habitual, corriqueiramente, e pontualmente um ou outro responderá por outro delito. Há fraude, adulteração de veículo automotor, apologia ao crime, por incentivar fato criminoso, consistente no racha", Valentim enumera.

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