quarta-feira, 13 de maio de 2020

Mais um suspeito de fraude na compra de respiradores é preso no Rio

Segundo o site https://extra.globo.comRIO - Em mais uma etapa da Operação Mercadores do Caos, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio prenderam, na manhã desta quarta-feira, o empresário Maurício Fontoura, controlador da empresa ARC Fontoura, por susposta fraude na venda de respiradores para o governo do estado.O empresário Mauricio Fontoura esconde o rosto durante prisãoO empresário foi preso em casa, na Freguesia, em Jaracarepaguá, na Zona Oeste do Rio. No momento da prisão, Mauricio Fontoura alegou aos policiais estar com Covid-19 e usava luvas e máscaras de proteção. Ele prestou depoimento na Cidade da Polícia e foi levado para a Delegacia Fazendária, na Zona Norte. Ainda nesta quarta-feira, ele deve ser encaminhado para a Polinter                                                                                                            O empresário é um dos investigados de integrar uma organização criminosa que visava a obter vantagens em contratos emergenciais, com dispensa de licitação, para aquisição de equipamentos necessários no combate ao novo coronavírus nos hospitais estaduais.
Ao todo, o governo comprou mil respiradores de três empresas diferentes. A ARC Fontoura vendeu 400 aparelhos, mas só entregou 52. Os ventiladores mecânicos, no entanto, não são recomendados para o tratamento da Covid-19. O custo total da compra foi de R$183,5 milhões. O governo já havia pago parte deste valor, mas vai tentar reaver o dinheiro na Justiça.
Na terça-feira, o governo cancelou os contratos com as três empresas. Até o momento, foram 44 cancelamentos dos 66 contratos firmados durante a pademia por suspeitas de irregularidades.
Na concorrência, três empresas apresentaram propostas ao governo do estado. A ARC Fontoura ofereceu o menor preço e venceu a disputa. No entanto, a investigação descobriu que todas são controladas por Mauricio Fontoura, apesar de ele ser sócio de apenas uma delas, a Jabel. Ele usava Cinthya Neumann, que também está presa, como laranja na ARC Fontoura. Porém, toda a negociação com o estado foi feita pelo empresário, como representante oficial da vencedora.
Segundo a TV Globo, a mãe de Mauricio, Maria Fontoura, também aparece como sócia da empresa Jabel, outra empresa que apresentou proposta ao estado. Em entrevista na semana passada, ela disse desconhecer qualquer negociação.
A terceira empresa é a Atacadão Farmacêutico. Na sede, porém, funciona uma loja de material de construção.
Na ação, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão por promotores de Justiça e agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) em Piraí, município do Sul Fluminense, num dos endereços ligados a Mauricio Fontoura. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara especializada de Crime Organizado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Um endereço do empresário já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão na semana passada.
Na semana passada, quatro pessoas foram presas na primeira fase da operação: Gabriell Neves, ex-subsecretário de Saúde do estado, exonerado antes da prisão; Gustavo Borges, sucessor de Gabriell, que foi exonerado depois da operação; Aurino Filho, dono da A2A, empresa de informática que ganhou contrato para fornecer respiradores ao estado; e Cinthya Silva Neumann, sócia da ARC Fontoura.
Além da prisão dos investigados, o MP pediu a quebra de sigilo telefônico de outros investigados para saber se há outras pessoas por trás do esquema fraudulento.
A ação contou com apoio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Sonegação Fiscal e aos Ilícitos contra a Ordem Tributária (GAESF/MPRJ), de agentes da CSI/MPRJ e da DELFAZ. O processo corre em sigilo.       

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