sexta-feira, 17 de abril de 2020

Tráfego de veículos cai pela metade em Fortaleza

Segundo o site https://mais.opovo.com.brVila Pery e Luciano Cavalcante têm a menor e a maior redução de circulação veicular. Agentes de trânsito vão orientar motoristas a partir de hojeLEVANTAMENTO aponta as Regionais 5 e 1 como as que mais precisam de freio na circulaçãotráfego da Capital caiu pouco mais da metade nesses dias de isolamento social obrigatório. A redução média geral de carros, motos e transporte público de Fortaleza sofreu redução média geral de 51,9%. Em um dia útil normal, a circulação era de 1,75 milhão de deslocamentos de veículos em Fortaleza - sem contar ônibus e vans.
Este índice é o apontado por estimativa numa contagem que vem sendo feita seguidamente pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP) desde o anúncio do decreto governamental. Os dados estão sendo usados para orientar a tomada de decisões locais durante a pandemia. Eles indicam um mapa de calor das áreas mais problemáticas de mobilidade veicular, mesmo quando a recomendação é para que as pessoas só saiam de casa por algo inevitável ou inadiável.
O levantamento aponta as Regionais 5 (-40,8%) e 1 (-44,4%) como as que mais precisam de freio na circulação. No bairro Luciano Cavalcante, a queda foi satisfatória, de quase 80% menos automóveis, mas na Vila Pery a indicação é de que nem 25% dos veículos deixaram de rodar de fato.
No ranking dos bairros que estão com mais veículos em circulação (menor redução), depois da Vila Pery aparecem Jóquei Clube, Mondubim, Bom Jardim, Barroso e Jardim Iracema. Com boa queda, depois do bairro Luciano Cavalcante estão Boa Vista, Jardim das Oliveiras, Manuel Dias Branco, Salinas e De Lourdes.
"É preciso esclarecer que dentro do bairro existe o tráfego de passagem, gente que pode ser de outra área. Olhar para a Regional é mais exato. Então a Regional 5 é a que mais precisa intensificar esse aspecto do isolamento social. Mas não queremos estigmatizar bairro nenhum", explica o secretário executivo da SCSP, Luiz Alberto Sabóia.1704A análise considera a média aritmética dos três dias úteis recentes. "Este é um dado estatístico, não é exato, mas nos permite a projeção. Estamos trabalhando com base científica, tentando fundamentar as decisões em dados e racionalidade", justifica.
O monitoramento totaliza 66 bairros. Os dados vêm sendo coletados através de 115 pontos, capturados por laços eletromagnéticos instalados sob a camada de asfalto. Os equipamentos medem o tráfego e ajudam a capturar infrações de trânsito como limite de velocidade e parada sobre a faixa de pedestres. Os números são confirmados por tratamento estatístico.
Uma outra ponta do trabalho do levantamento constatou que, desde o início do isolamento social decretado, a chamada "demanda típica" do transporte público - que varia de 900 mil a 1,1 milhão de usuários/dia - tem se mantido na faixa dos 25%. Pouca variação nessa margem.
"Nesse sentido, entende-se que a população está respeitando. Pode-se dizer que existe um padrão estabelecido, uma queda de 75% na demanda do transporte público", descreve o secretário executivo.
A partir de hoje, agentes da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) e da operadora terceirizada Via Livre vão atuar diretamente para tentar conter o tráfego nas áreas mapeadas. Será um trabalho educativo, sem a previsão de punir quem esteja circulando. A ideia é que usem megafones ou os fones das viaturas para orientar motoristas quanto aos riscos do tráfego mais intenso. O início será pela Barra do Ceará, Pirambu, Cristo Redentor. Amanhã, Vila Velha e Vila Pery.                          

Passageiros
O decreto de isolamento foi anunciado dia 19 de março. No estudo, a                              redução de usuários de transporte público local foi notada dois dias antes.                           O noticiário já destacava os riscos das aglomerações.

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