domingo, 26 de abril de 2020

Temporal em Manaus inunda cemitério de vítimas do coronavírus

Segundo o site https://varelanoticias.com.brAgentes funerários disseram ser preciso abrir novas covas                        Carro funerário deixa cemitério em rua alagadaUma forte tempestade em Manaus inundou neste sábado (25) as covas destinadas às vítimas da Covid-19, alagou avenidas e provocou desabamentos. Segundo a Secretaria da Saúde do Amazonas, o período de chuvas ajuda na propagação do vírus.

De acordo com relatos de agentes funerários à Folha, no cemitério municipal Nossa Senhora Aparecida, o maior da cidade, será preciso abrir novas covas para o sepultamento de mortos pela coronavírus, em substituição às covas inundadas. Desde terça-feira (21), a prefeitura passou a enterrar também em valas comuns.

Os jornalistas foram barrados de entrar no cemitério neste sábado. O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), restringiu o acesso da imprensa ao cemitério após reportagem da Folha mostrar aglomeração de familiares e coveiros sem EPI (equipamentos de proteção individual) em enterros de vítimas da Covid-19, contrariando orientação do Ministério da Saúde.                                                                    Além dos danos no cemitério, a chuva provocou a queda do muro do 1º Batalhão de Infantaria de Selva, do Exército, transformou em rios diversas avenidas e alagou o chão das enfermarias do hospital da Criança, do governo estadual. Não há relato de feridos ou mortos por causa da tempestade.

Segundo o Inmetro (Instituto Nacional de Meteorologia), choveu 17,2 mm em Manaus neste sábado, até as 13h. O volume equivale a 10,6% da média histórica de abril. Na avaliação da Secretaria da Saúde do Amazonas, o período de chuvas no estado, entre dezembro e maio, ajuda na propagação de síndromes respiratórias agudas graves, incluindo a Covid-19. O estado tem a maior incidência do novo coronavírus do país.    

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