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Desemprego aumenta e atinge 12,3 milhões de brasileiros, diz IBGE

Segundo o site https://noticias.r7.comPesquisa aponta que a taxa de desocupação ficou em 11,6% frente a 11,2% no trimestre anterior (setembro, outubro e novembro de 2019)                 Taxa de desemprego ficou em 11,6%brasileiros no trimestre encerrado em fevereiro, segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua), divulgada pelo IBGE             (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (31). 
A pesquisa aponta que a taxa de desocupação ficou em 11,6%                        frente a 11,2% no trimestre anterior (setembro, outubro e                          novembro de 2019), com mais 479 mil pessoas desempregadas. 
A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, afirma que é comum                          que a taxa aumente neste período do ano. "É normal que no                               início do ano ocorra essa interrupção, porque já vínhamos                             numa trajetória de taxas declinantes no fim do ano. Não                                 tínhamos visto essa reversão em janeiro, no entanto, ela                                       veio agora no mês de fevereiro, provocada por uma queda                                    na quantidade de pessoas ocupadas e um aumento na                                   procura por trabalho", diz. 
Normalmente, o aumento do desemprego neste período do                          ano se dá devido às demissões dos funcionários temporários                 contratados para o Natal. No entanto, neste ano, o aumento                               foi justificado pdlos setores de construção (-4,4%), administração                 pública (-2,3%) e também pelos serviços domésticos (-2,4%).
Em contrapartida, a taxa diminuiu frente ao mesmo período                                de 2019, quando o desemprego era de 12,4% e atingia                                          711 mil pessoas a menos. Adriana diz que "essa queda                                           foi causada pelo crescimento no número de pessoas ocupadas                        (1,8 milhão), o que impediu a taxa de crescer nessa comparação”. 
A população ocupada é representada por 93,7 milhões de                           brasileiros, enquanto a desalentada é de 4,7 milhões —                                       este número mostra a quantidade de pessoas que desistiram                         de procurar um novo emprego.
O número de trabalhadores com carteira assinada ficou estável,                estimado em 33,6 milhões. 
Informalidade 
A informalidade atingiu 38 milhões de pessoas no trimestre encerrado           em fevereiro. O IBGE afirma a taxa caiu de 41,1% no trimestre anterior           para 40,6% neste. 
O grupo de trabalhadores informais inclui os sem carteira assinada, domésticos sem carteira, empregadores sem CNPJ, quem trabalha                por conta própria e trabalhadores familiares auxiliares.
De acordo com Adriana, essa queda da informalidade está                         concentrada na redução de contingentes de trabalhadores                                   por conta própria sem CNPJ e também de trabalhadores                          empregados sem carteira.
“A gente ainda vive sob a influência do mês de dezembro, em que                tivemos um desempenho muito bom das contratações com carteira  trabalho. Muitas pessoas foram contratadas via carteira de trabalho              no comércio, o que deu um pouco mais de consistência aos dados de formalidade. Isso pode estar contribuindo para a queda na quantidade         de informais”, afirma. 
Metodologia da pesquisa
O IBGE faz a coleta de dados pessoalmente, mas, devido a                            pandemia no novo coronavírus, a pesquisa está sendo realizada                      por telefone. Segundo o órgão, quem quiser confirmar a identidade                do entrevistador no momento da ligação pode acessar o                                        site "Respondendo ao IBGE".

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