quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Fogo na Amazônia: 2ª maior varejista de moda do mundo, H&M suspende compra de couro do Brasil

Segundo o site https://oglobo.globo.comMedida da empresa é causada por preocupações da marca com as queimadas na floresta amazônica
NOVA YORK — A H&M, segunda maior varejista de moda do mundo, divulgou nesta quinta-feira que parou de comprar couro do Brasil por enquanto. A explicação da medida é devido a preocupações ambientais destacadas pelos incêndios na Amazônia.

A H&M, com sede na Suécia, segue a VF Corp, dona de marcas de calçados e roupas, incluindo Timberland, Vans e North Face , que fizeram um anúncio semelhante na semana passada em resposta aos incêndios.
"Devido aos graves incêndios na parte brasileira da floresta amazônica e às conexões com a produção de gado, decidimos proibir temporariamente o couro do Brasil", disse a H&M, por meio de comunicado. "A proibição permanecerá ativa até que existam sistemas de garantia credíveis para verificar se o couro não contribui para danos ambientais na Amazônia", afirmou.
A suíça Nestlé também informou nesta semana que está “reavaliando” as compras de carne e cacau de fornecedores brasileiros. A gigante de alimentos quer ter certeza de que os produtos que importa do Brasil não contribuem para a destruição da Amazônia. A empresa disse que vai tomar “ações corretivas” se flagrar fornecedores violando seus padrões.
Milhares de queimadas na Amazônia geraram uma crise internacional para o Brasil, com protestos públicos e líderes mundiais expressando preocupação de que o governo de Jair Bolsonaro esteja fazendo muito pouco para proteger a maior floresta tropical do mundo.                                França e Irlanda questionaram o acordo firmado recentemente entre Mercosul e União Europeia (UE) . A preocupação com a floresta também levou celebridades e ONGs internacionais a pedirem por sua proteção.
No Brasil, cresce o medo de que as empresas se afastem do país em meio à publicidade negativa em torno da floresta em chamas e a perspectiva de sanções internacionais.
Uma porta-voz da H&M disse que a maioria do couro do grupo é originária da Europa. Uma parte pequena é originária do Brasil.
Segundo o Centro para a Indústria de Curtumes do Brasil, principal grupo comercial de couro do Brasil, o país exportou US$ 1,44 bilhão em couro bovino em 2018. Seus maiores mercados de exportação foram Estados Unidos, China e Itália.
Em agosto deste ano, o número de queimadas na região amazônica triplicou em relação a agosto do ano passado, passando de 10.421 em 2018 para 30.901 em 2019. O recorde anterior havia sido há nove anos.        

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