segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Dólar fecha em alta, a R$ 4,18, maior patamar em quase um ano

Segundo o site https://oglobo.globo.comGuerra comercial e crise na Argentina pesaram no câmbio. Bolsa recua, mas mantém o patamar de 100 mil pontos
RIO — No primeiro dia útil do mês, o dólar comercial fechou com a maior cotação do ano, renovando máximas de 2018. A moedaamericana avançou 0,98%, valendo R$ 4,184. Esta é a maior cotação desde 13 de setembro de 2018, quando a moeda americana encerrou os negócios a R$ 4,195.  Os desdobramentos da agenda internacional, como a guerra comercial e a crise na Argentina, seguem pressionando o câmbio.

O Ibovespa, principal índice da B3, que registrava ganhos ao longo de toda a segunda, inverteu a tendência e fechou com queda de 0,5%, aos 100.625 pontos.
Neste domingo, entraram em vigor as tarifas adicionais de 15% impostas pelo governo americano sobre cerca de US$ 112 bilhões de produtos importados do país asiático. Como resposta, também entraram em vigor no mesmo dia tarifas retaliatórias de 5% a 10% anunciadas pela China sobre US$ 75 bilhões em mercadorias americanas, que atingirão principalmente produtos agrícolas e petróleo.
Na vizinha Argentina, mais um capítulo na crise econômica deixa os investidores receosos. O governo de Mauricio Macri impôs controles cambiais que buscam evitar o esvaziamento de suas reservas internacionais e estancar a desvalorização do peso. O país determinou que os argentinos poderão comprar, no máximo, US$ 10 mil por mês e que as empresas precisarão de autorização para adquirir divisa estrangeira.
O impacto causado por estes fatores só não é maior porque nesta segunda-feira é feriado nos Estados Unidos, por conta do Dia do Trabalho.
— Esta segunda é um dia mais devagar nos negócios. Primeiro, por ser início de mês e por causa do feriado nos Estados Unidos, que tira muita liquidez dos mercados. Sem operações em Nova York, as negociações perdem um pouco de referencial de preço — destaca Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco Modalmais.                                                              Também por conta da menor liquidez nos mercados, o economista pontua que a Bolsa deve operar com oscilações ao longo do pregão:
— Este é o quinto pregão em alta da Bolsa. Por isso, os investidores devem aproveitar as negociações mais fracas para embolsarem lucros. Assim, o Ibovespa deve ficar volátil, entre altas e baixas.
Flávio Byron, sócio da Guelt Investimentos, destaca que, no caso da guerra comercial, mesmo sem feriado, o efeito no mercado não seria muito grande:
— Era uma medida já anunciada. Desta forma, o mercado já se preparava para isso. Em meio a estes desdobramentos do exterior, o Brasil não consegue ter muito fôlego para se descolar dos emergentes, por isso o dólar sobe.

Destaques da Bolsa

Nesta segunda, as principais ações operam sem uma tendência definida. Os papéis da Vale registram ganhos de 0,96%. Este cenário é influenciado por conta da cotação do minério de ferro no mercado externo, que saltaram 6% nesta segunda. A valorização vem na esteira da promessa do governo chinês em investir mais em infraestrutura.
Os papéis da Petrobras, entretanto, caem. Os ordinários (ON, com direito e voto) e os preferenciais (PN, sem direito a voto), recuam, respectivamente, 1,06% e 0,78%. A queda de 0,59% no preço do barril de petróleo tipo Brent motiva esta queda.
 Os bancos, de maior peso no Ibovespa, também caíram. Os papéis ON do Banco do Brasil e do Bradesco recuaram, respectivamente, 1,27% e 1,03%. As ações PN do Itaú Unibanco registraram variação negativa de 1,23%.
— Ao observar a queda dos bancos, é possível compreender que a queda desta segunda foi motivada por um movimento de embolso de lucros dos investidores. Após quase uma semana de alta, a menor liquidez por conta do feriado nos Estados Unidos favoreceu o movimento de realização de lucro — destaca Filipe Villegas, analista da Genial Investimentos.

Projeções revisadas

Os economistas consultados pelo Banco Central para a elaboraçao do Boletim Focus estão mais otimistas em relação ao desempenho da economia brasileira neste ano.
Agora, eles projetam que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 vai crescer 0,87%. Na semana anterior, a expectativa era de alta de 0,8%.
A revisão do Focus vem pouco menos de uma semana após o IBGE divulgar os números do PIB do segundo trimestre. o indicador avançou 0,4%, superando as expectativas do mercado, que giravam em torno de 0,2%.       

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