quinta-feira, 4 de julho de 2019

Prefeita demite 410 funcionários em Camaragibe e diz que eles não foram identificados em auditoria

Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco:
Nadegi Queiroz (DC), que assumiu após a prisão de Demóstenes Meira (PTB), afirmou que os 260 comissionados e 150 contratados "eram inexistentes ou não foram localizados".

A prefeita interina de Camaragibe, Nadegi Queiroz (DC), anunciou nesta quinta-feira (4) a demissão de 410 funcionários que trabalhavam na gestão do prefeito Demóstenes Meira (PTB), que está preso. Fazem parte da lista 260 comissionados e 150 contratados, que, segundo ela, não foram identificados durante uma auditoria feita no município, no Grande Recife. (Veja vídeo acima)
Segundo a prefeita, com os desligamentos, a gestão deve economizar cerca de R$ 1 milhão por mês. Ela assumiu o cargo por 180 dias, em 20 de junho, quando Meira foi preso por suspeita de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes em licitação e organização criminosa. Nadegi era vice-prefeita e já havia rompido com Meira desde janeiro de 2017.                       "[O motivo para o desligamento dos funcionários] é, primeiro, eles existirem. Os 150 contratados não foram identificados ou localizados. No caso dos 260 comissionados, a maioria também não existia ou não interessava mais à gestão. Eles eram inexistentes ou não conseguimos identificá-los", afirma a prefeita.                                                                                                                  
Segundo a gestora, os desligamentos também foram determinados para aumentar o caixa da prefeitura. De acordo com a prefeita, o município dispõe, atualmente, de R$ 3,8 milhões. Enquanto isso, os débitos da prefeitura chegam a R$ 11,8 milhões.                                                                  
"Com certeza, a gente deve muito mais do que arrecada. Hoje, temos um débito de R$ 1,8 milhão na secretaria de Administração. Na Saúde, devemos mais de R$ 3 milhões. A gente tem o compromisso de honrar os contratos e os fornecedores que realmente trabalharam e que estão legitimados e legalmente corretos dentro da prefeitura", diz Nadegi Queiroz.                          

Polêmicas

Demóstenes Meira e outras quatro pessoas foram presos pela segunda fase da Operação Harpalo, da Polícia Civil, que investiga o superfaturamento de contratos na prefeitura de Camaragibe. A primeira fase foi deflagrada em março de 2019. (Veja vídeo acima)
O rombo pode chegar a R$ 60 milhões, segundo o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) e a Polícia Civil. Além de Meira, a noiva dele, a cantora Taty Dantas, que era secretária de Assistência Social do município, é investigada. Ela e mais 18 secretários e chefes de órgãos foram exonerados.
Após a deflagração da primeira fase, a delegada Jéssica Ramos, responsável pelas investigações, afirmou que dois funcionários públicos haviam sido ameaçados a mando de Meira por "saberem demais".
     
    No dia 25 de junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus (liberdade) ao prefeito.
Meira e Taty Dantas se envolveram em uma polêmica após a divulgação de um áudio gravado pelo prefeito afastado, exigindo a presença de servidores comissionados em um show da cantora, na semana pré-carnavalesca. Na mensagem de voz encaminhada para grupos de WhatsApp, ele disse que iria filmar e contar quantos funcionários foram à festa.
TVTribunaPE  Vice-prefeita de Camaragibe assume administração do município

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