sábado, 6 de julho de 2019

Jovens trocam festas de 15 anos por doações de cestas básicas a famílias necessitadas e outras

Segundo o site https://razoesparaacreditar.com: A jovem Maria Clara decidiu trocar a tão sonhada festa de debutante por uma ação solidária: doou 60 cestas básicas a famílias carentes do município onde mora, Inhambupe, no interior baiano.
O pai da adolescente se disse orgulhoso pelo gesto da filha, que completou 15 anos no último dia 27 de maio. Ele afirma que as doações foram feitas espontaneamente.                
“Na verdade eu pretendia fazer uma viagem com ela para conhecer novos lugares, novas culturas, mas Maria Clara preferiu ajuda aos menos favorecidos e eu apoiei. Então fomos conhecer algumas famílias”, disse o empresário Adriano Reis.
“Este gesto foi discreto, pois não queríamos chamar a atenção, mas uma foto postada na redes sociais terminou sendo compartilhada por amigos e deu esta visibilidade”, lembra.
Acompanhada também da mãe, a enfermeira Daniele Reis, pai e filha percorreram dez comunidades fazendo a distribuição de cestas básicas, entre elas Novo Inhambupe, Urbis, Amarela Botelho, Pedreira e Mandacaru.
A jovem brinca não ter sentido falta de “vestido caro, comida chique de buffet ou um DJ da moda” em seu aniversário e conta estar “feliz e grata” pela ação que fez com a família junto à comunidade.
De volta ao Colégio São Francisco, foi elogiada pelos colegas e professores. “Fiz apenas minha obrigação”, ponderou.
        
Menina celebra 15 anos ao lado de socorristas que salvaram sua vida após acidente
Para a jovem Raquel Moro de Farias, que recentemente completou 15 anos de idade, motivos lhe sobraram para comemorar e valorizar a vida, como poucos o fazem atualmente.
Há apenas dois meses, em novembro, Raquel se envolveu em um grave acidente de carro que tirou a vida de seu namorado, de 19 anos, na Curva do Bigode, em Gravataí, Rio Grande do Sul.
A jovem quebrou sete costelas, o cóccix, teve o baço estourado e a bacia deslocada. Guerreira, sobreviveu à colisão. Próximo do acidente, dois ‘anjos’ a socorreram e a levaram ao hospital rapidamente. Trata-se de Gustavo Weber, 22 anos, e Luan Caparro Flores, 23, socorristas do Grupo de Resgate e Apoio Voluntário de Emergência (Grave), que estavam retornando de um evento em Tramandaí quando perceberam o acidente.
“Naquele dia, depois que largamos alguns colegas em casa, percebi que tinha esquecido a chave do meu carro com um deles. Pedi para o Luan, que ainda estava comigo, para voltarmos. Passamos por lá totalmente por acaso”, diz Gustavo.
Raquel entrou no salão conduzida por seus anjos. Foto: Divulgação / TL Video Produções
Naquele mesmo local passava um outro socorrista, Mario Lessa, que estava dirigindo a ambulância de uma empresa privada após realizar um plantão. Mario ajudou nos primeiros socorros de Raquel, que rapidamente foi levada para o Hospital Dom João Becker, curiosamente, mesma instituição onde o pai da menina, Everton Viana de Farias, trabalha como vigilante.
“No dia, não sabíamos disso. Ficamos sabendo um tempo depois, quando, ao levarmos outro paciente para lá, ele veio nos procurar para dar um abraço. A partir daí, acompanhamos a trajetória da Raquel de longe”, conta Luan.
Foram alguns dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e outros vinte dias internada. Raquel diz se lembrar pouco daquela fatídica noite, mas reconhece a extrema importância da presença dos socorristas.
“Lembro só depois de ir para o quarto. Se não fosse o Luan e o Gustavo, eu não estaria aqui para contar.”
Solidariedade
Alguns meses depois, uma oportunidade surgiu para aproximar Luan, Gustavo e Raquel uma vez mais: sua festa de debutante, que após ser cancelada por conta dos gastos que a família teve com o acidente, pôde ser realizada com a ajuda de parentes e amigos no dia 22 de dezembro.
“Após o acidente, os donos do salão que havia sido contratado prometeram que, se ela se recuperasse, eles dariam a festa. Ela ganhou tudo. Vários funcionários trabalharam de graça”, relata a mãe de Raquel, a professora Eliane Moro de Farias.                                    
Os pais de Raquel, Eliane e Everton, tiveram a ideia de convidar os socorristas para participar da festa, além do restante da equipe do Grave, que foram liberados do plantão que faziam para buscá-la em casa, de ambulância.
“Eles foram anjos na nossa vida. Como ela tem muito carinho e gratidão por eles, nós resolvemos fazer uma surpresa. Agradecemos a Deus por ter colocado eles no nosso caminho. O acidente foi horrível, era para minha filha ficar com sequelas, mas só perdeu o baço. Foi um grande milagre, e só temos a agradecer a todos que nos ajudaram”, diz Eliane.
Turma do Grave ganhou troféu e homenagem na festa. Foto: Divulgação / TL Video Produções
Surpresa para a debutante
Raquel não sabia da ideia dos pais de chamarem Luan, Gustavo e a equipe do Grave para sua festa e ficou emocionada ao ser surpreendida por eles ao chegarem em sua casa dentro de uma ambulância.
“Chegamos à casa dela com a sirene ligada. Quando explicamos do que se tratava, ela ficou paralisada. Nós nos emocionamos de um lado, a família se emocionou do outro. Foi uma noite mágica, muito especial” relata Luan.
A debutante relembra que havia manifestado o desejo de chamar seus salvadores para participarem da festa meses antes, mas imaginava que a ideia não iria adiante. “Estava em casa, esperando a hora de ir para o salão, quando ouvi a sirene. Eu fiquei muito nervosa, mas muito feliz.”
Os socorristas acompanharam a debutante até a entrada da festa e dançaram valsa com ela, além de receberem homenagens.
“Nunca esperávamos por isso. Nós ganhamos medalhas, e a equipe do Grave ganhou um troféu. Naquela hora, passou um filme na nossa cabeça. Ver a Raquel bem e sorrindo após o acidente foi magnífico”, finaliza Gustavo.
  Estudantes fazem festa surpresa de 15 anos para filha de ex-catadores de lixão
É o sonho de muitas garotas terem uma festa de 15 anos, mas para Wanessa de Souza, essa ideia nem passava pela sua cabeça. Filha de ex-catadores do lixão do Aurá, na região metropolitana de Belém (PA), eles não tinham condições financeiras para organizar uma festa de aniversário.
No entanto, com a ajuda de estudantes e voluntários da ONG Noolhar, que organizaram uma festa surpresa para a adolescente na última sexta, 8, ela pôde comemorar seu aniversário com amigos, bolo, refrigerante, salgadinhos e valsa de debutante.
“Foi legal, fiquei emocionada porque foi surpresa pra mim! Não passou pela minha cabeça, pensava que ia sair com a minha mãe pra passear e eles chegaram”, conta a jovem.
Wanessa ganhou uma festa surpresa e comemorou seus 15 anos. Foto: Arquivo pessoal
A festa surpresa foi ideia de um grupo de estudantes de Terapia Ocupacional que atua voluntariamente na comunidade de Wanessa e estão desenvolvendo um projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre o estímulo à brincadeira para crianças carentes.
Os estudantes Juan Ribeiro, 25, Samara Eleres, 20, e Lorena Parente, 26 contam com o apoio da comunidade na realização do projeto, incluindo ex-catadores do lixão do Aurá, em Ananindeua, desativado há três anos, para construírem uma brinquedoteca que atenderá às crianças do bairro.
“Foi tudo muito espontâneo, chegamos lá e a mãe da Wanessa já nos indicou o lugar para fazermos a brinquedoteca, quando soubemos do aniversário. Então para não deixar passar em branco, resolvemos comprar as coisas e fazer essa surpresa, com direito a valsa e tudo. Até o príncipe dela eu fui”, disse Juan.
Família participa da festa surpresa de Wanessa organizada por estudantes e voluntários da ONG Noolhar. — Foto: Arquivo pessoal
“Ela vê a nossa realidade e realmente não esperava. Teve bolo, refrigerante, docinhos, chamaram o pessoal da vizinhança, foi todo mundo”, diz Dona Antônia, mãe de Wanessa e ex-catadora.  
         
De acordo com Juan, diversas famílias de Ananindeua enfrentam problemas com a baixa renda, o que afeta a educação das crianças – muitas estão sem estudar. “Já iniciamos também uma campanha para arrecadar material escolar para doar às crianças e tentar incentivá-las a voltar para a escola”.
Desenvolvimento sustentável
A ONG Noolhar acompanha a família de Wanessa há cerca de cinco anos. A entidade trabalha na conscientização de ações envolvendo desenvolvimento sustentável e conservação do meio ambiente através de ações educativas, especialmente entre as crianças.
Vizinhos também participaram da comemoração. Foto: arquivo pessoal
“O trabalho da ONG, junto ao nosso, em Terapia Ocupacional, cai muito bem porque estamos reciclando objetos e também ajudando as crianças a continuarem brincando”, contou Juan. “Nossa vontade nesse trabalho era fazer, além de ter o ser humano como objeto de estudo, criar um projeto que possa fazer a diferença e, quem sabe, outros grupos possam continuar também ajudando a comunidade”, ressalta Juan.
Atualmente cursando o sétimo ano do ensino fundamental, Wanessa já faz planos para o futuro. “Quero ser advogada quando crescer. Acho que é um bom emprego. Quero ajudar a minha família”, diz a adolescente.
Mais informações sobre como ajudar a família de Wanessa e outras que vivem no Aurá, podem ser obtidas pelo telefone (91) 99325-4025.

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