domingo, 24 de dezembro de 2017

Atendimento a gestantes é negado no Hospital Rocha Faria

Segundo o site https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro: Grávida em trabalho de parto não conseguiu ser atendida. Problema se estende a outros pacientes.Prefeitura do <b>Rio</b> assume <b>Hospital</b> <b>Rocha</b> <b>Faria</b>, em Campo ...Os problemas que atingem o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, continuam a afetar gestantes. Na manhã deste sábado (23), o atendimento a elas foi negado.
Bianca Rodrigues, com 41 semanas de gestação, tentou se internar e não conseguiu. Os flagrantes foram feitos pela equipe do RJTV. "Não tem médico para internar", frisou a mulher.
O acompanhante da gestante explicou que foram avisados de que a maioria dos médicos pediu demissão e que a maternidade iria fechar. Outra grávida, que chegou em trabalho de parto, com muitas dores, também não conseguiu atendimento.

Falta de insumos

As falhas no atendimento se estendem a outras pacientes. Renata Coutinho, filha de uma paciente de 70 anos, que quebrou o fêmur no último dia 12 de dezembro, conta que parte do atendimento fica por conta da família.
Até este sábado, a mãe dela ainda não tinha sido operada. A unidade deu duas justificativas diferentes para a família. Primeiro, foi informado que não havia material cirúrgico para realizar a operação, depois, que não tinha médico anestesista.
"Está faltando tudo. De algodão a material limpeza, porque elas estão fazendo a higiene das camas com sabão e água. Isso não existe. Se a minha mãe precisa de uma pomada, a gente que compra. Um remédio essencial, a gente que compra. Fralda, nós que trouxemos. Papel higiênico é a gente que traz. Não tem. O hospital não tem nada", denunciou Renata.
Em outro caso, o pai de Sandra Santos teve um infarto aos 76 anos e está internado no Rocha Faria há quatro dias. Ela conta que uma das irmãs teve que discutir com os médicos para que o pai fosse colocado no oxigênio. A família pediu a transferência para um hospital especializado em problemas cardíacos e recorreu à Defensoria Pública.                                                                                       "É um descaso total. É um hospital que não tem um recurso nenhum: não tem um algodão, não tem nada. Se a gente não reclamar, se a gente não for atrás, ele, num infarto que entrou, está revertendo para uma outra situação", ressaltou a filha.
Os funcionários da unidade, contratados pela Organização Social Iabas, que administra a unidade, não receberam o 13º salário deste ano. Com medo de sofrer represálias, mandam bilhetes pedindo socorro e contando que estão trabalhando sem receber.
Na última quarta-feira (20), o Tribunal de Contas do Município pediu à prefeitura que anule o contrato com a organização social. O TCM comunicou que a documentação da OS está incompleta e, ainda assim, foi escolhida para ter um repasse de R$ 233 milhões no processo seletivo realizado em abril.

OS nega fechamento da maternidade

A Iabas nega que a maternidade será fechada e informa que os repasses feitos à unidade são insuficientes para a gestão da unidade. Os insumos que estão faltando seriam entregues pela Prefeitura do Rio.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que a unidade segue funcionando e que os pacientes recebem atendimento de acordo com um sistema de classificação de risco.
O órgão informou também que a Prefeitura do Rio está empenhada na regularização da situação e liberou R$ 58 milhões para a quitação de salários em atraso em todo o sistema.
  

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