terça-feira, 9 de maio de 2017

Freira é presa por aliciar crianças que sofriam abusos em instituição da Igreja

Segundo o site https://news365.com.br/materias:

O caso aconteceu na Argentina em 2008. A irmã de caridade estava foragida desde que foi acusada de ter escolhido crianças para serem abusadas.Essa semana um caso de abuso de menores realizado por membros da Igreja em uma instituição mantida em Mendoza, na Agentina, voltou a ser novamente notícia. Isso porque a freira Kosaka Kumiko foi detida depois de quase um mês foragida em Buenos Aires. A irmã de caridade está sendo acusada de ter aliciado crianças que a mesma considerava ‘submissas’ para que padres abusassem sexualmente delas.

Os meninos e meninas, hoje adolescentes, teriam sofrido toda a sorte de violência de maneira sequencial enquanto moravam no Instituto Provolo, custeado e mantido pela igreja católica. A freira veio do Japão para morar e coordenar o colégio em 2007, e teria feito parte de um esquema de abusos sexuais, em que vários padres também participavam. O Instituto já tinha sido notícia no final do ano passado, quando os sacerdotes Nicolás Corradi, de 82 anos, e Horacio Corbacho, de 56, foram presos sob as acusações de abuso sexual agravado com acesso carnal e sexo oral.
Seriam eles a praticarem a violência contra diversas crianças que na ocasião tinham entre cinco e dez anos de idade. Kumiko por sua vez, por manter contato direto com as crianças, teria o papel de escolher aquelas que parecessem mais fracas física e psicologicamente para enviá-las aos abusadores. A religiosa teria sido a responsável por encobrir o escândalo que acontecia na instituição, durante vários e longos anos.
Para poder aliciar as crianças ela usava de violência física, ela agredia os meninos e meninas, e aqueles que não resistissem, ou que fossem mais ‘submissos’ era enviados aos padres. Depoimentos recentes das vítimas, dizem que ela chegava a encobrir com fraldas as feridas e sangramentos que eram provocados pela sequencia de violência praticada seja por ela, seja pelos sacerdotes.  Segundo consta nos autos do processo pelo menos vinte crianças entre 10 e 12 anos que sofriam algum tipo de deficiência auditiva, o colégio era conhecido por acolhê-las, foram ‘selecionadas’ e estupradas enquanto ainda moravam no local. Em depoimentos tristes e emocionantes eles disseram que eram obrigados a praticar sexo oral na presença dos padres e alguns era espancados e estuprados.
Quem liderava o ‘centro de tortura’ era o padre italiano Corradi, que chegou à Argentina no início dos anos 70, transferido do Instituto Antonio Provolo, de Verona. Enquanto ainda morava na Itália ele teria sido acusado inúmeras vezes por também ter praticado abusos sexuais contra menores na Europa. Para tentar abafar os crimes, a igreja teria transferido o sacerdote para a Argentina, onde infelizmente ele perpetuou o comportamento abusivo.
Já na América do Sul o padre fez uma aliada forte, a freira que não só compactuava com a violência cometida por ele, como também foi autora de toda uma a sorte de abusos. O caso foi descoberto em 2008, mas a justiça acabou arquivando o processo por falta de provas.
No entanto, os adolescentes resolveram falar agora e o fato veio novamente à tona. A irmã de caridade foi presa e se disse inocente na frente do juiz. Segundo a mesma ela não fez outra coisa que não servir a Deus em toda a sua vida. O processo segue em andamento, e muitos pontos ainda obscuros na história ainda prometem aparecer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário